22 abril 2008

Balloon Bliss Reviews

Não fizemos grande trabalho de divulgação do Balloon Bliss. O próprio pressuposto do desenvolvimento do jogo não supunha grandes tarefas comerciais ou de marketing, ter o jogo na Big Fish Games era a concretização do objectivo traçado.

É portanto interessante que, vindo do nada tenha encontrado num fórum de desenvolvimento de jogos o anúncio de uma review ao Balloon Bliss. Atendendo que é o nosso primeiro jogo e conhecendo os seus pontos fracos como ninguém temi o pior.

Afinal, não havia nada para temer, muito pelo contrário.

Na iWin, outro portal onde o jogo está a ser distribuído, estão duas reviews de jogadores. Naturalmente menos preocupadas com o que se escreve e como se escreve, mas fico satisfeito por ver o fruto do nosso trabalho a ser apreciado.

Eu tenho uma visão para o próximo título da Vortix Games Studio e está a anos-luz do Balloon Bliss... mas mesmo sendo poucas reviews, fico a imaginar como serão as futuras e se a evolução drástica que antevejo é positiva. É que... o Balloon Bliss é tão simples, tão "o contrário do que os portais querem" que fico na dúvida se os portais não se estarão a divorciar do público.

O tempo, os editores e os jogadores o dirão, mas pela parte que me toca, sinto-me lisonjeado pela pouca mas positiva atenção.

21 abril 2008

Videos educativos

Venho aqui mostrar a minha indignação pela maneira como sou tratado na minha vertente de futuro pai! É um escândalo!

A senhora minha esposa recebeu no Centro de Saúde um DVD com conselhos para futuros pais. Foram quase 18 minutos de uma coisa do género "Perguntas mais frequentes" e NENHUMA das minhas perguntas mais frequentes lá estava.

Falava de leite e de cortar as unhas, de cólicas, do cordão umbilical, sempre com um bebé sorridente e bem disposto e uma suposta mãe, sem qualquer ar de quem tem andado a dormir mal, mas aquilo que interessa, as perguntas que se impõem, nada...

Ninguém abordou a questão de pedir o carro emprestado quando tirar a carta! Isto sim é uma pergunta a sério! Essa cena de cortar as unhas... CORTE-AS SOZINHA QUE EU TAMBÉM CORTO!

18 abril 2008

Os míudos

Capítulo I

Tenho uma afilhada chamada Ângela. Tem, como todos os miúdos, um conjunto de traços únicos sendo que aquele que noto com mais carinho é a forma despreocupada com que me chama "madrinho" em vez de "padrinho".

Ora ontem a Sónia esteve a falar com a Ângela e a páginas tantas esta perguntou pelo "madrinho". Está lá em cima, a trabalhar, respondeu-lhe a Sónia. Assumiu (e bem) a criança que se o "madrinho" estava lá em cima, então a madrinha estava em casa e indagou "Tu não estás a trabalhar?" Respondeu a Sónia que "não, porque a bébé está muito grande" e que por isso tinha de descansar.

"Coitadinho do madrinho" respondeu a Ângela. "Tu não trabalhas por isso tem de ser ele a trabalhar tudo."

Capítulo II

Enquanto não nasce a minha bébé pelada há muito tempo para o bébé peludo, leia-se, o Giga. Ora ontem, no meio passeio nocturno para a cagadela do canídeo, fazia um vento daqueles a sério. O Giga assumiu uma posição aerodinâmica, puxando as orelhas para trás e foi andando até ao spot que ele escolheu para aliviar a sua pequena tripita.

Vai daí assumiu a posição que se conhece. Caso não saibam ou não estejam a ver, os cães dobram a espinha empurrando os quadris para a frente, juntando as patas de trás às da frente, diminuindo consideravelmente a capacidade de equilíbrio.

Quis o destino que uma rabanada de vento, daquelas à homem, apanhasse o bicho por trás. E que divertido que foi vê-lo a tentar decidir "caio? ou acabo o serviço?" e enquanto olhava para mim em desespero de causa, baldar-se para a frente.

16 abril 2008

Recortar pelo picotado...

Começo a achar que as tatuagens têm melhor aspecto ao vivo do que fotografadas. Já combinei com a malta da Vortix Games que é para trabalhar até dar para recortar o meu braço pelo picotado, por isso, ainda há muito jogo para fazer.

Enquanto o braço, cai e não cai, aqui fica a actual versão deste Work In Progress que são as minhas tatuagens do nosso projecto.


Ainda está a largar um cadito de pele, mas já está sarada.

14 abril 2008

Difficulty Curve

Boas,

Acabou de ficar disponível o primeiro tutorial no Spoing. Por isso, ficam desde já convidados a darem lá uma voltinha. O assunto discutido é o desenho da curva dificuldade numa óptica prática mas com um cheirinho de teoria no inicio.

Go get it!

Mas se quiserem a coisa mais bonitinha, no site que aloja o vídeo há uma versão com resolução alta. Não se esqueçam é, se quiserem comentar, de o fazer no blog please. :)

O carimbo na testa

Já passaram 3 semanas do resto da minha vida. Parece fatalista a frase mas não o é, acreditem. Eu sabia que o momento em que tudo se tornasse oficial, a rotina mudaria. Não mudou como eu estava à espera. Não é melhor nem é pior, é simplesmente diferente da minha expectativa.

Houve alguns eventos estranhos, recebi convites no LinkedIn de portugueses... é estranho se considerarmos que ainda antes da oficialização do jogo e da empresa, já tinha recebido contactos de outros pontos do mundo. Não é estranho? Do resto do mundo, mesmo sem produtos na rua, mesmo sem anúncios oficiais, recebi mails, convites do LinkedIn e até chamadas para o telemóvel e sabe Deus como arranjaram o meu número, mas em Portugal, só com o anúncio oficial... é deveras estranho.

É como se tivesse recebido um carimbo na testa "Certified Game Developer" e na verdade sou exactamente o mesmo gajo que anda há dois anos e tal a escarafunchar para que isto aconteça, não era nem mais nem menos do que sou agora.

Admiro no entanto as pessoas que me continuam a tratar exactamente da mesma forma, seja ela qual for. Não sou uma pessoa diferente, também não espero que sejam diferentes comigo. Se o forem de uma forma positiva, é triste porque acham que o carimbo é mais importante do que a pessoa que fornece a testa. Se o forem de uma forma negativa, francamente não entendo o problema, mas deve ser grave.

10 abril 2008

Os fóruns na rádio e na TV

Falei, noutras andanças de escrita internética, de fóruns. Não sobre os que se encontram na net, embora tenham uma boa dose de parecenças com os que venho falar, mas sim dos de TV e rádio. Estes caracterizam-se por terem um tópico, normalmente "escaldante", linha aberta para intervenções dos espectadores e ouvintes que esperam em fila indiana pelos seus dois minutos de opinião.

As pessoas que participam nos fóruns têm uma característica peculiar e enervante: a opinião delas é que conta e a dos outros é irrelevante, excepto se concordarem linearmente com o que dizem. Ou seja, não há um verdadeiro debate, característica aliás, tristemente em voga nos dias de hoje, mas sim um sem número de argumentos que levam a conclusão nenhuma.

Para uma pessoa inteligente, e sim, considero-me inteligente, é possível retirar o sumo dos dois lados da barricada, entender o problema e, com tempo, tecer o seu próprio julgamento. Presumo que a maior parte das pessoas que pensam assim sejam uma espécie estranha de bloco central da opinião pública, nem liberal, nem conservador, mas cada vez mais em extinção. Considero esta extinção infeliz porque é este grupo de pessoas que vê além do seu umbigo, do seu dogma e que é capaz de fazer propostas racionais para o bem geral e não próprio.

É que nada me tira da cabeça que quem defende opiniões extremadas o faz porque protege os seus interesses e defende a sua visão limitada da realidade local, nacional e mundial. Apenas e só estes interesses lhes interessam e estão tão obcecados por eles que nos fóruns são incapazes de reflectir e pensar "aquele argumento é válido, logo, como é que podemos encontrar uma solução ajustada"?

E daqui nasce, nos fóruns, nos debates parlamentares, nas discussões do quotidiano e noutros tantos casos, uma enorme incapacidade de compreensão e percepção do âmbito do outro.

Lembro-me de ser miúdo e de ver na TV uma intervenção onde o Dalai Lama dizia que passámos do "EU" medieval para o "NÓS" da era industrial e que a sociedade iria evoluir para o "TU" e o VOCÊS" da era seguinte. Temo que o Dalai Lama estivesse errado e que na verdade estejamos a consumir a nossa própria humanidade num "EU MESQUINHO" potenciado pela sociedade de informação. A facilidade com que exponho os meus pontos de vista neste blog é igual à de muitas outras pessoas, a esmagadora maioria sem capacidade de se distanciar do seu umbigo e de olhar nos olhos de quem a interpela.

É triste, mas somos cada vez mais egoístas.