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27 novembro 2007

Carta aberta ao Presidente da República

Enviei esta noite a carta abaixo transcrita ao nosso Presidente da República na sequência da dúvida colocada pelo mesmo sobre o número de nascimentos em Portugal. Os motivos são óbvios e estritamente pessoais. O tom é pessoal, honesto e aberto. Gostava que por isso chegasse ao destinatário da mesma, mas tenho pouca esperança que tal aconteça.

Para quem se considera um cidadão activo o suficiente para tomar um partido de uma causa justa, não se iniba de usar este blog, o meu nome e este texto para ajudar esta causa que é traumatizante para uma parcela considerável da população portuguesa e naturalmente prejudicial para o próprio país.

Ex.mo Sr. Presidente da Republica

No seguimento da questão colocada por V.Exa relativamente ao nascimento de poucas crianças em Portugal, faço-lhe chegar estas palavras pelo meio que me é mais conveniente, a Internet, para tentar esclarecer, ou pelo menos apresentar o meu ponto de vista, partilhado por dezenas de milhares de portugueses, escondidos pela estatística ou pela falta dela.

Admito que tenho pouca esperança que esta mensagem lhe chegue e admito também que espero uma mensagem de um assessor seu, a agradecer o meu contacto e pouco mais do que isto, mas pelo menos tentei cumprir o meu dever enquanto cidadão português, na tentativa de esclarecer a dúvida que compreendo que V.Exa tenha, porque a informação é escassa e a que existe, um espécie de tabu sujo e socialmente mal aceite.

Em poucas palavras: em Portugal existem 500.000 casais que sofrem de infertilidade, dos quais poucos terão hipótese de aceder aos cuidados médicos que fariam com que cerca de 400.000 desses casais tivessem filhos nas primeiras tentativas desses tratamentos. Não acedem a esses cuidados porque não têm dinheiro para o fazer. Sei do que falo, infelizmente encontrava-me nessa situação até à cerca de três meses.

Faço-lhe chegar estes dados na qualidade de futuro pai, uma espécie de anti-problema ou solução expôntanea à dúvida que colocou. Quis a natureza que a minha esposa engravidasse sem apoio médico, mas às nossas custas, foram gastos mais de 5.000€ e não fosse esta gravidez milagrosa íamos a caminho de gastar mais 5.000€ e depois mais 5.000€. Quantos casais podem fazer isto? Quase nenhuns e é aí que reside o problema, aliás, e não tome por negativas as minhas palavras, um milhão de problemas, todos portugueses, todos a quererem ter filhos.

Os apoios estatais oferecidos são escassos. No sistema de saúde os tempos de espera são longos, longos demais para um problema onde a idade não ajuda. O recente apoio à natalidade do governo propõe-se estimular um grupo de casais que não deseja ter filhos por questões variadas sob a forma de ajuda financeira. No entanto, os apoios fornecidos não conseguirão convencer a esmagadora maioria dos casais que se debatem com o custo de vida de ascensão galopante que temos vivido.

Respondendo directamente à sua pergunta, e sendo esta simplesmente a minha opinião, diria que o programa de apoio à natalidade não consegue cativar as dezenas de milhares de portugueses que por razões exclusivamente económicas decidiram não os ter e ao mesmo tempo não existe apoio aos casais que não os podendo ter por razões clínicas os desejam mais do que ninguém. Diria até que o recente anúncio de apoio à reprodução medicamente assistida não cobrirá a esmagadora maioria dos casais que vivem este problema.

Aqui fica a minha opinião sobre um assunto que conheço infelizmente bem demais. Tenho uma vã esperança que leia estas palavras de um futuro pai e que faça ouvir a nossa voz, porque apesar de sermos um milhão, somos incrivelmente mudos perante a sociedade portuguesa. Espero que encontre em nós a solução para o problema, porque nós queremos ser essa solução, mas a maioria simplesmente não pode.

Estou à sua inteira disposição para qualquer esclarecimento. O meu muito obrigado por ter lido estas linhas.

22 outubro 2007

Era um vez um feijão...

Sei lá quanto tempo vou demorar a escrever isto. Lembram-se da paulada nas costas? Está quase a fazer cinco anos que a vida nos foi servindo pauladas destas, quase todas pequenas ou pelo menos digeríveis. Assumir que havia problema de fertilidade, ver a minha mulher destroçada com pequenas coisas ou cheia de esperança no meio de dores de um pós-operatório.

Várias semanas após o último aparecimento do amigo mensal e por mera descarga de consciência, visto que infelizmente encaramos com toda a naturalidade a ausência de gravidez, decidimos, antes de contactar a nossa médica, fazer um teste.

Numa noite estive a trabalhar até às 6h30m. Deitei-me lá para as 6h45m. Às 7h25, a minha mulher salta para cima da cama a gritar: "Mor! Dois risquinhos! Dois risquinhos!" O meu cérebro tentava processar o excesso de informação. Porque é que eu mal me tinha deitado? Porque é que o cão não me deixava dormir e me lambia as orelhas compulsivamente? Porque é que a minha mulher, que sabia que eu tinha estado a trabalhar até às tantas gesticulava tresloucada? E pior... que raio eram os risquinhos que ela falava e porque é que era relevante serem dois?!

Quando entendi pelo menos a parte importante da informação consegui soltar um "Tem calma, amor, tem calma." e depois de alguns beijos e de ela sair para o trabalho dormi mais um par de horas.

Já passaram umas semanas desde os risquinhos, mas só hoje oficializamos a boa nova. Hoje vi mais dois risquinhos... eram o batimento cardíaco numa ecografia. Lá apareceram tímidos e pequenos mas firmes no ecrã a preto e branco. Pouco mais de um centímetro de um feijãozinho com batimento cardíaco e digo-vos do fundo do coração que nunca me esquecerei desse momento.

É oficial, estamos grávidos.

17 setembro 2007

Infertilidade e Religião

Tomei conhecimento que a igreja católica considera a prática de tratamentos de Reprodução Medicamente Assistida - para quem não sabe, aquilo que 1/6 dos casais portugueses passa para ter filhos - como imoral. Também me dei conta que outras religiões comungam do mesmo principio.

Fui aqui ler a um dicionário de quando a minha mãe andava na escola, mais precisamente no 2º ano, ou seja algures nas lides do antigo regime para me situar sem sombra de dúvida na mesma definição de imoral de uma qualquer religião e no mesmo diz:

imoral - adj. 2 gén. contrário à moral; falto de moral; mal comportado; desonesto; escandaloso; devasso.

Gostaria de chamar a vossa atenção para o sinónimo desonesto.

Será a religião desonesta? De forma alguma, mas as igrejas que as alicerçam e não menos importante as pessoas que no topo das hierarquias dessas igrejas se encontram tão despegadas dos seus fieis, são, no mínimo, intelectualmente desonestas.

Desonestas porque falam sem saber como um padre que acha que o facto de o ser lhe dá direito de falar sobre aborto, infertilidade e família que ele apoie e sustente quando ele não a tem, não a teve e nem a pode ter. Desonestas porque professam sem praticar como um líder religioso que defende que o bloco central da sociedade é o homem e não o casal ou a família quando até nas escrituras da sua própria religião a mulher tem igualdade de direitos.

O Sr. Januário (por acaso toda a gente o trata por D. Januário mas eu não sou dessas coisas) diz que inseminações e outros tratamentos de infertilidade são moralmente condenáveis mas que não dão direito a penas pesadas como a excomunhão. Ufffff... ainda bem... estava aqui que não me aguentava de medo de ser excomungado por querer ter um filho.

O Sr. Januário não passou o que eu passei. O Sr. Januário e todos os lideres religiosos que não casaram, que não tiveram problemas matrimoniais, que não sabem o que é viver lado a lado com um ser de carne e osso não têm moral para emitir opiniões e quem não tem moral, é imoral. Eu não partilho a minha casa, as minhas dores, as minhas crenças com algo inatingível, que tudo ouve e tudo perdoa. Bem sei que na cabeça dessas pessoas elas é que são as iluminadas. Talvez no reino de faz de conta das igrejas, porque na vida real das pessoas a sério, é o dia a dia que conta, não a definição de moral de pessoas intelectualmente desonestas, logo, intelectualmente imorais.

A todos os lideres de todos os credos religiosos que defendem que a imoralidade condenatória daquilo que não conhecem: considerem-se excomungados da grande religião que é a vida e o humanismo e mantenham-se enclausurados na vossa percepção de realidade talhada à forma de continuarem a viver de dar apoio supostamente moral às mentes que vós próprios haveis ajudado a criar... assim... fraquinhas.

Se a entidade que estas pessoas defendem existe... onde está a justiça das crianças que nascem viciadas na heroína que a mãe injectou nas veias? Se existe, onde esta a moral das crianças que são maltratadas e largadas como dejectos nas instituições de solidariedade social? Se existe porque é que centenas de milhares de pais que querem ter filhos não os têm e milhares de pais que não os querem têm? Expliquem-me sem usar os chavões do costume onde porra está a moral disto e a vossa, oh grandes senhores das religiões.

Se esta entidade existe e me conhece a mim e à minha mulher e acha que nós não somos dignos de ter um filho e deixa milhares de crianças nascer em condições sobrehumanas... lixou-se... porque vamos mesmo ter um e se o resultado de trazer uma criança ao mundo e fazê-la um ser humano feliz e com valores é a excomunhão... venha ela, vou recebê-la de braços abertos.

Se o meu preço por fazer uma criança feliz é arder nos quintos dos infernos... seja... por essa altura já fiz mais do que os Dons todos juntos.

07 setembro 2007

Tocaram à campaínha...

Tocaram à campainha... eu estava no escritório, fui até à janela e vi uma jovem lá em baixo. Jovem demais para em condições normais para a sociedade actual ser casada ou para ter filhos, mas que deve ter arranjado um emprego de verão ou um part-time para ganhar algum dinheiro.

Fui ao inter-comunicador e disse: "Boa tarde, faz favor..."

Do outro lado do fio, uma voz firme e simpática mas meiga respondeu: "Boa tarde, represento a empresa X e estamos a apresentar os nossos produtos a famílias com filhos."

Respondi com uma voz igualmente simpática: "Não temos filhos."

Conforme a informação soou no pequeno altifalante lá em baixo respondeu a voz simpática: "Então, pronto, estamos despachados. Boa tarde para o senhor." E foi à vida dela e fez bem.

Pobre miúda não sabe, mas não é o dia-a-dia que me custa, são estas pequenas coisas... estas futilidades do quotidiano que doem. Não temos filhos... estamos despachados... na verdade ainda nem começámos.

Mas ela não sabe...

04 setembro 2007

Alguma informação

Venho falar de um assunto que me aflige a mim e a sensivelmente 30% dos casais em Portugal. Não me é fácil discutir o assunto mas considero importante discuti-lo. Esse assunto é a infertilidade.

Não pretendo passar-vos nenhum atestado de estupidez ou ignorância. O meu único propósito é disponibilizar a minha experiência para que estejam informados porque o maior problema da infertilidade é falta de informação.

Definição

Considera-se infértil um casal que, depois de 1 anos de relações sexuais sem contraceptivo não engravida.

Causas

Variadas. Endometriose, pouca qualidade dos espermatozoides, obstrução de trompas entre outras. Existe uma percentagem de causas desconhecidas.

Tratamentos

Cada caso é um caso dependendo da complexidade do problema. Há casos onde a estimulação da ovulação resolve até múltiplas operações cirúrgicas. Há muitos exames e tratamentos que mudam de caso para caso. Existem casais, homens e mulheres com múltiplas causas, logo múltiplos tratamentos.

Números

1 em cada 6 casais portugueses tem problemas de infertilidade.
40% dos problemas são de origem masculina.
40% dos problemas são de origem feminina.
15% dos problemas são de ambos os parceiros.
5% dos problemas são por motivos desconhecidos.

Problemas sociais

Ser considerado um problema feminino.
Negação do homem aos exames, tratamentos ou adopção.
Pressão psicológica sobre a mulher.
Desresponsabilização social do homem.

Onde procurar ajuda

Num especialista. O grande erro dos casais que se deparam com um panorama de infertilidade é procurar solução num ginecologista. Os ginecologistas não são especialistas e são inúmeras as histórias sobre tratamentos ad-hoc sem sequer haver exames masculinos.

Na Associação Portuguesa de Infertilidade. http://www.apinfertilidade.org

Acho que há um problema de infertilidade...

...então espera-te um longo caminho. Para o encurtares, dirige-te imediatamente à API ou a um especialista. Tudo o resto é perda de tempo. Vais ouvir dizer que é uma questão de tempo, que tens é de não pensar nisso. Vão-te dizer para tomares uns chás e piadinhas parvas. Ignora, não procures conselhos e vai a um especialista. Vai-te encurtar substancialmente o tempo de ansiedade.

A todos os que estão alheados do problema mas que lêem este blog

Este é um assunto muito sério e aquilo que vos peço é que o tratem com a seriedade que merece. Agora que têm alguns dados, sempre que souberem de um caso ou conhecerem alguém que tenha dúvidas, encaminhem-nos para a API, para este post ou digam-lhes para consultarem um especialista.

À data que escrevo isto, passaram quatro anos, intervenções cirúrgicas e semanas de recuperação de tratamentos ad-hoc e que colocaram a minha mulher em perigo de saúde e de vida, "patrocinados" por médicos ginecologistas sem qualquer objectivo que não o de receberem mais uma consulta.

27 agosto 2007

Por ser absolutamente essencial a discussão

Eu e a minha mulher iniciámos na sexta-feira passada o nosso processo de adopção. Respondemos a um questionário escrito e falámos com uma advogada da Segurança Social. A boa noticia é que fazemos parte de um conjunto de pessoas que consideram, conta a norma idiótico-normaloide da sociedade que ter um filho não é pari-lo. A má noticia é que estamos perante um sistema que demora anos a rodar a roldana.

É absolutamente essencial a discussão dos temas que, embora sejam tabus sociais, afligem uma percentagem significativa da população. Estes temas têm como pontos comuns a falta de mecanismos sociais e legais e o factor tabu.

Acabei de ler que há 16.000 crianças institucionalizadas em Portugal e que dessas, nem 1.000 têm estatuto de adoptáveis porque os pais biológicos, os mesmos que as abandonaram nas instituições, não permitem, por manipulação directa dos direitos que lhes assistem, que esse estatuto seja adquirido.

Então e os direitos dessas mesmas crianças? Não são mais importantes? Numa sociedade como a portuguesa, o mais importante parece ser o laço de sangue, não o de afecto. Esse laço de sangue tem prioridade sobre a felicidade da criança, sobre os seus direitos enquanto ser vivo que tem o direito a ser feliz, não um número numa instituição à espera, para sempre e até perder a esperança, de que um dia o pai e a mãe que ainda não conhece a abrace.

Triste, mas verdade.

29 julho 2007

Como uma paulada nas costas

Não defendo o principio de que a vida é madrasta. Sinto-me incomodado quando estou na fila do supermercado ou na sala de espera de qualquer coisa, a ouvir os clones normaloides a queixarem-se do governo, do patrão, do tempo, de tudo menos de si próprios, provavelmente os maiores culpados.

Mas tem havido aqui um qui-pro-quo entre mim e a vida e das duas, uma: ou eu dava uma estaladinha nos pulsos da vida ou ela me dava uma paulada nas costa. Guess what: foi uma paulada nas costas. Mesmo com a esquina viva do pau mais filho da mãe que a gaja encontrou. E doeu para caraças. Tenho tido a sorte ou a inteligência de ter terminado cada episódio que a vida me oferece, ou com uma vitória ou com a aprendizagem de qualquer coisa. Desta vez, caí pesado de dor e não aprendi nada.

Mas eu sou da opinião que a vida é servida às fases. Sobrepostas, concorrentes, sequenciais, não interessa. Interessa é fechar a anterior e passar à próxima, mas fica o aviso à vida, essa ingrata que eu tenho percorrido com um sorriso nos lábios, que me espancou até onde eu não desejaria ao ser que mais baixo existisse numa eventual tabela de (des)afectos:

Aqui estou eu e a sorrir. Não tens mais nada para me atirar? O mau foi anteontem, e eu já estou pronto para outra e sei que não tens pior do que isso. Seja o que for que inventes, não conseguirás descer tão baixo, daqui para a frente tudo de mau são trocos e tudo de bom é lucro.

13 julho 2007

Impostos, morte, aborto e infertilidade

Hoje é dia de rant e daqueles grosseiros e pejados de má vontade. Passo a explicar: para quem ainda não entendeu, desde à uns meses e por culpa da penalizadora acção do Estado sobre a Segurança Social desde sempre, vamos ter de trabalhar mais anos e ao fim desses "mais" anos, receberemos menos dinheiro da nossa reforma.

Para quem esteve mais desatento, isso acontece porque o Estado, ao contrário de tantos países ao nível do nosso, não usa a Segurança Social como as entidades privadas usam os fundos de pensões, ou seja, como gestor do nosso investimento para uma segurança financeira na velhice. Ou seja, os nossos impostos, que deveriam assegurar a sustentabilidade desses investimentos, são usados de outra forma. Não aponto o dedo a nenhum governo em concreto, nenhum deles, tanto quanto sei, fez o que tinha a fazer.

Nessa ponta do iceberg estão os idosos pensionistas. Ora estes são cada vez mais em termos absolutos e relativos. Porquê? Porque os estupores dos velhos não morrem porque a medicina continua a avançar! E Ainda bem!

No entanto, no mundo ocidental o número de filhos por casal diminui todos os anos. Uns por opção, que eu aceito, outros por problemas de infertilidade. São centenas de milhares de pessoas que são afectadas. Quanto custa um tratamento? Um a quatro anos e até várias dezenas de milhares de euros. Agora vem a parte fodida: quanto custa abortar? Nada. Nem aquela taxa taralhouca dos hospitais. E qual é o apoio do Estado para os casais inferteis? Nenhum, excepto se decidirem usar os serviços do Estado ( com taxa moderadora ) e estiverem dispostos a aguardar anos pela sua vez.

Coitado do Estado que nem pode fazer mais nada... Ah! Esperem! O Estado pode obrigar as companhias seguradores a darem suporte aos casais inferteis! Até porque as seguradoras pagam, por exemplo, cirurgia estética, mas não tratamentos de infertilidade. Vamos ter cada vez mais velhos cada vez mais bonitos!

Liguem os pontos e vejam até que ponto é que o envelhecimento da população vos vai afectar daqui a 30 anos e decidam-se a ajudar quem precisa. Da mesma forma que defendo que uma mulher tem direito ao aborto e tem direito a ser apoiada na sua escolha, da mesma forma que considero que a cirurgia plástica pode revelar-se como uma diferença fundamental na qualidade da vida psicológica de uma pessoa, defendo que os casais com dificuldades tem de ser apoiados JÁ!

É o nosso futuro a muitos niveis que está em causa. Por favor, juntem os pontos.